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A importância do atendimento psicológico para idosos

Equipe Gero360 em 27/08/2021

A importância do atendimento psicológicos a idosos em ILPIs

O envelhecimento pode provocar alterações emocionais, psíquicas, físicas e sociais na vida da pessoa idosa. Em geral, isto ocorre quando o idoso se depara com mudanças, em diferentes aspectos da sua vida, com as quais tem dificuldade de lidar.  Essas mudanças, que podem estar relacionadas a características genéticas ou à história de vida da pessoa idosa, afetam seu bem-estar e sua qualidade de vida.  Nestes casos, o atendimento psicológico para idosos torna-se fundamental.

Quais os principais fatores que afetam a saúde mental do idoso?

O fenômeno de envelhecimento da população brasileira traz destaque para a necessidade de atenção especial ao tratamento dos idosos nos serviços de saúde e de ações específicas para promover a qualidade de vida e o envelhecimento saudável. Sem dúvida, com a pandemia da COVID-19, essa necessidade torna-se ainda mais evidente. Separamos, abaixo, alguns fatores que justificam a importância do atendimento psicológico para idosos.

1. Mudanças físicas

Após os 40 anos de idade, é natural que algumas mudanças ocorram no organismo. Com o passar do tempo, declínios funcionais – como a queda da força muscular, da flexibilidade, da agilidade, do equilíbrio e, até mesmo, da capacidade cardiorrespiratória – podem levar o indivíduo a perder sua autonomia e, consequentemente, sua qualidade de vida.

2. Medo do envelhecimento

Envelhecer é viver. Logo, o processo de envelhecimento deveria ser comemorado. No entanto, a realidade está longe disso. Em geral, temos medo de envelhecer. Provavelmente, porque a maioria de nós associa o envelhecimento a perdas… perda de capacidade funcional; perda do auge produtivo; perda de entes queridos.

Na cultura ocidental contemporânea, a preocupação com o envelhecimento é tão acentuada que é comum as pessoas buscarem soluções para manter a juventude. Tratamentos estéticos e medicamentos “milagrosos”, que prometem a aparência e a condição física de alguém mais novo, atraem a atenção de muitas pessoas. Esse tipo de preocupação, além de ser contrário à ordem natural da vida, pode causar problemas psicológicos, levando o indivíduo a ter sinais de tristeza, de ansiedade e até de depressão.

3. Processos de luto

O processo de luto não deve ser desprezado em nenhuma idade. É preciso apoiar e respeitar o tempo que cada pessoa leva para processar a perda de alguém. Quando a perda de um ente querido ocorre na terceira idade, ela pode provocar reflexões acerca da própria finitude. Adicionalmente, pode ampliar os efeitos emocionais negativos de outros tipos de perda já mencionados neste texto, como a perda de capacidade funcional.

4. Perda de papéis sociais

Os papéis sociais que são desempenhados durante a vida sofrem alterações com o envelhecimento. A aposentadoria, por exemplo, pode levar o indivíduo a se sentir improdutivo. Quando passa a residir em ILPIs, além da perda do papel social de provedor(a), é comum sentir que não é mais o(a) responsável por cuidar de suas famílias ou, até mesmo, se sentir como um “peso” na vida dos familiares.

5. Dependência e mudança de casa

A ideia de perder autonomia e de depender do apoio de outras pessoas para realizar atividades de vida diária costuma ser uma preocupação comum a muitos idosos. Esta preocupação se acentua quando se trata de mudar de casa… seja para a casa de um familiar ou para um residencial coletivo, como as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs). 

Em ambos os casos, poderá haver uma certa estranheza por deixar de ser o “dono da casa”. Consequentemente, mudar de casa na terceira idade pode afetar a saúde mental do idoso. No caso dos idosos que se mudam para uma ILPI, a separação da família pode ser somada à esta estranheza. E, num primeiro momento, pode intensificar a sensação de falta de pertencimento provocada pela mudança de endereço.

Em resumo, a sensação de depender de alguém e de não ser mais o dono da própria casa podem levar o idoso a uma maior vulnerabilidade emocional, diminuindo seu bem-estar e tornando o início de sua estadia na nova residência um momento delicado e difícil.

Idosa organizando sua mudança

O atendimento psicológico para idosos em ILPIs

No Brasil, infelizmente, ainda há muito tabu, culpa e preconceito em relação à mudança de idosos para as casas de repouso. Nós, da Gero360, defendemos que é preciso mudar isto. E rápido! 

Conforme escrevemos no texto “Me sinto culpado por institucionalizar meu familiar idoso“, a origem do preconceito pode estar relacionada ao histórico das instituições asilares no Brasil. Todavia, a grande maioria das ILPIs de hoje diferem das instituições asilares que lhes deram origem, mas a sociedade – em geral – ainda não tem clareza desta diferença.

Apoiar ou cuidar de um idoso com perda funcional envolve muitos aspectos, incluindo a execução de algumas tarefas que exigem especialização. No caso da saúde mental, que é tema deste texto, muitas vezes os profissionais das ILPIs estão mais preparados do que a própria família para identificar alterações de comportamento que fogem à normalidade. E que, deste modo, precisam do acompanhamento de um psicólogo.

Neste cenário, o psicólogo pode atuar na avaliação e na reabilitação cognitiva do idoso. A avaliação periódica do estado cognitivo do idoso entra no escopo de atividades fundamentais do psicólogo nas Instituições de Longa Permanência. Nesses casos, ele utiliza instrumentos que avaliam memória, atenção, linguagem e outros fatores que podem apresentar alterações no processo de envelhecimento.

O trabalho deste profissional deve ser feito em conjunto com a equipe multidisciplinar para ampliar o uso dos recursos pessoais disponíveis, melhorando a autoestima; criando vínculos e reduzindo a apatia. Através do atendimento individualizado nas ILPIs é possível, por exemplo, exercitar o olhar para o idoso de forma constante e completa, analisando como ele está se comportando e identificando eventuais dificuldades para exercer suas atividades de vida diária e suas causas.

Tipos de atendimento

As possibilidades de atuação do psicólogo nas instituições são diversas. O trabalho pode ser feito individualmente com a psicoterapia. Nesta modalidade de atendimento, o profissional faz um tratamento relativo às questões psicológicas do paciente através da fala e da escuta terapêutica. É importante ressaltar que não se deve obrigar o idoso a fazer o atendimento individual, visto que essa prática pode surtir efeitos negativos caso o idoso não se sinta à vontade para falar. 

Além do atendimento individual, outra forma de atendimento praticada em casas de repouso são as atividades com grupos de idosos. Esta prática tem finalidades terapêuticas, lúdicas e recreativas. Os trabalhos em grupo possibilitam a socialização e estimulam reflexões e debates sobre questões psicossociais comuns a essa etapa da vida.

Em muitos casos, o envelhecimento vem acompanhado de doenças crônico-degenerativas. Nessas situações, o psicólogo pode atuar também oferecendo orientação aos familiares que são, de alguma forma, impactados com a situação do residente

Como a Gero360 apoia o atendimento psicológico para idosos em ILPIs?

O sistema de gestão para casas de repouso da Gero360 simplifica a aplicação de avaliações, como por exemplo a Escala de Depressão Geriátrica e o Mini Exame do Estado Mental, auxiliando os profissionais da ILPI no diagnóstico e no acompanhamento da saúde mental dos residentes. Além disso, os psicólogos tem a sua disposição ferramentas para o registro (confidencial e por voz!) da evolução do tratamento.
Gestores e equipes das casas de repouso onde o Gero360 é utilizado declaram que a facilidade de uso e os demais recursos do sistema favorecem a troca de informações entre os profissionais da ILPI, potencializando os resultados do tratamento para o idoso.

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A Gero360 está sempre em busca de conhecimento para desenvolver soluções para a longevidade, que estimulem o bem-estar dos indivíduos. Nosso propósito é aliar conhecimento e tecnologia para estimular comportamentos voltados para o cuidar com simplicidade, dedicação e amor. Conheça mais sobre o nosso trabalho aqui.

Fontes:
  1. “A relevância da atuação do psicólogo em Instituição de Longa Permanência para Idoso (ILPI)”: https://revistas.pucsp.br/index.php/kairos/article/view/45619

  2. “Qual a atuação e importância do trabalho do psicólogo no atendimento a pessoas idosas?”: https://www.portaldoenvelhecimento.com.br/qual-a-atuacao-e-importancia-do-trabalho-do-psicologo-no-atendimento-a-pessoas-idosas/

  3. “Alterações físicas decorrentes do envelhecimento na perspectiva de idosos institucionalizados”: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-982053

  4. “o processo de luto no idoso pela morte de cônjuge e filho”: https://www.scielo.br/j/pe/a/5kLfmShkb6bnsd5Jw7b5S6f/?format=pdf&lang=pt#:~:text=No%20idoso%20em%20processo%20de,%2C%20passividade%2C%20alucina%C3%A7%C3%B5es%20e%20ansiedade